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quarta-feira, julho 11, 2012

Resenha Crítica: "Espelho, Espelho Meu" X "Branca de Neve e o Caçador"

Título do Filme: Espelho, Espelho Meu
Título Original: Mirror, Mirror
Distribuidora: Imagem Filmes 
Duração do Filme: 106 minutos 
Gênero: Fantasia / Aventura / Comédia
Direção: Tarsem Singh 
Elenco: Lily Collins, Julia Roberts, Armie Hammer, Sean Bean, Michael Lerner
Nota: 6,5




 
Título do Filme: Branca de Neve e o Caçador
Título Original: Snow White and the Huntsman
Distribuidora/Produtora: Universal
Duração do Filme: 128 minutos
Gênero: Ação / Aventura / Fantasia
Direção: Rupert Sanders
Elenco: Kristen Stewart, Chris Hemsworth, Charlize Theron, Sam Claflin, Sam Spruell
Nota: 6,0

 



 Há tempos não aparecia uma espécie de “rixa” entre filmes do mesmo tema. Neste caso, esta batalha foi bem sem-graça. Adaptações com intuito confuso, uma vez que procuram se distanciar e se aproximar ao mesmo tempo do conto de fadas original da Branca de Neve. Resultado: roteiros pouco desenvolvidos e criatividade que deixa um pouco a desejar. A preocupação para ganhar o sucesso do público foi tão mais trabalhada e explorada que os elementos principais do filme acabaram perdendo o foco.
Em “Espelho, Espelho Meu” a readaptação da história já libera um ar mais cômico, hilário e irônico. As cenas de ação são poucas e não muito desenvolvidas já que não é este o intuito do mesmo. Em “Branca de Neve e o Caçador” tudo está mais voltado para batalhas e conflitos com toques medievais, propiciando maior destaque para a atmosfera escura e sombria que paira entre os cenários da maioria das cenas. Essa alusão a um ambiente mais gótico acaba tornando o filme um pouco mais interessante visualmente, porém outras adaptações de contos já fizeram o mesmo. O ambiente harmônico propiciado pela fotografia mais colorida do primeiro filme também não é ruim: as tomadas são claras e coerentes com a proposta. Sendo assim, em termos de recursos técnicos visuais como efeitos especiais, figurino, maquiagem, direção de arte, fotografia, entre outros, os dois são aceitáveis. Porém o de Rupert Sanders consegue um efeito consideravelmente maior. A computação gráfica é bastante eficiente ao projetar os detalhes da floresta negra, dos seres imaginários, etc.
Quanto às interpretações das atrizes protagonistas a análise já muda um pouco. Nenhumas das duas realizaram uma atuação extremamente chamativa, comovente ou contagiante. Faltou óleo para as máquinas funcionarem longinquamente! Lily Collins trabalhou bem, mas mesmo assim não foi párea para a rainha caricata de Julia Roberts (que nem foi tão boa assim). Sua personagem com um toque mais amigável e carismático até que agrada um pouco mais que a inexpressividade “crepusculiana” de Kristen Stewart. Se olharmos com olhos críticos, a atuação desta chega a ser quase irritante de tantos clichês que ficam estampados no rosto da personagem. A tentativa de ser uma heroína mais brava, guerreira e corajosa falha e a atriz escorrega neste solo duvidoso. Ela já foi uma atriz autêntica. Quem já assistiu “O Quarto do Pânico” nota esta diferença. Largar o vício sobre a imagem de Bella Swan é um novo obstáculo para sua carreira e pode demorar.  
Pronto. Mais um paralelo traçado. A conclusão é que acabou formando uma verdadeira antítese, provocada por estas características tão distintas das “Brancas de Neve”. Lily Collins, mesmo com um trabalho linear, leva a melhor sem louvor.
Agora vamos comentar das bruxas (Rainhas más) que com certeza ofuscam suas rivais insossas. Julia Roberts mesmo tomando quase todo o filme para si perde irrevogavelmente para a talentosa e belíssima Charlize Theron. Porém, “Branca de Neve e o Caçador” peca consideravelmente nesta escolha: a rainha má é um milhão de vezes mais bonita que a protagonista, sem sombra de dúvida! Não há como bater de frente com isso. Enfim, esta rainha é a componente chave que agrada e convence o espectador de que o filme não é tão ruim assim.
As histórias são pouco exploradas e são recheadas com furos, clichês esgotados, etc. “Espelho, Espelho meu” traz uma protagonista que junto com os sete anões está disposta a lutar por seus direitos e dizimar os dogmas de sua rainha. Resumindo: um enredo sem sabor algum. Mas para deixá-lo mais agradável, a roteirista Melissa Wallack utiliza diversos artifícios intrigantes como clichês propositais, diálogos chulos e criatividade um tanto quanto exótica e esquisita. A cena do tratamento de beleza exemplifica este posicionamento. Salpicado com algumas piadinhas e humor com segundas intenções, este filme se torna um Conto de Fadas para Adultos. Já no outro filme, a busca é por caminhos diferentes. É um pouco mais fiel com o original, mas nem tanto. Branca de neve presa nas masmorras desde a morte do pai foge do castelo do reino e vai direto para a “Floresta Negra”. Enfurecida e temendo por sua beleza, a Rainha Má ordena que um caçador (Chris Hemsworth) a encontre e a mate em seguida. No entanto, ele a libera e acaba se tornando uma espécie de mentor da Branca de Neve. Chris até que não desempenhou mal, apesar de ainda parecer bastante com Thor. 
Para continuar com a análise vou liberar um spoiler, portanto se você ainda não assistiu não leia o restante. Pois bem, a icônica cena do “beijo do amor verdadeiro” foi decepcionante. Depois da tentativa improdutiva daquele príncipe sem-graça e apagado, o Caçador a beija e de repente... a garota acorda! Como que uma pessoa que conheceu a outra há exatos trinta ou quarenta minutos atrás, consegue amá-la verdadeiramente? Neste caso, se uma delas ainda nem ajuda com isso, demonstrando nenhum sinal de sentimento ou atitude que conseguiria conquistar o indivíduo? Definitivamente não deu para engolir esta parte da história.
Portanto, nenhum dos dois filmes deixa uma afirmação conclusiva de qual foi o melhor. Ambos deixaram a desejar e projetaram paradoxalmente um tipo de guerra congelada (nem fria), ou seja, um conflito sem táticas e artifícios fortes, mas sim com ideologias fracas e nada convincentes.

segunda-feira, junho 25, 2012

Resenha Crítica - "American Pie: O Reecontro"

Título: American Pie: O Reecontro
Título Original: American Reunion
Distribuidora/ Produtora: Universal
Duração do Filme: 113 minutos
Gênero: Comédia / Besteirol
Diretores: Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg
Elenco: Jason Biggs, Alyson Hannigan, Chris Klein, Thomas Ian Nicholas, Tara Reid, Seann William Scott, Mena Suvari, Eugene Levy, Eddie Kaye Thomas
Nota: 8.0 




Foi uma experiência deliciosa assistir à “American Pie: O Reencontro”. O estilo das piadas, dos momentos, dos personagens ainda consegue funcionar e agradam grande parte do público, principalmente àqueles que assistiram aos três primeiros filmes (pois os que vieram depois não podem ser considerados verdadeiras sequências, mas sim películas indiferentes e até mesmo ridículas). Mas o que vale apena mesmo colocar em evidência foi a interessante e arriscada ideia de trazer todo o elenco central dos antecessores de volta às telas. Funcionou e demonstrou que isso é possível sim!


         O roteiro de Jon Hurwitz consegue persuadir da mesma forma que o original de Adam Hertz ao trazer novos encontros e desencontros ao grupo protagonista Jim, Stifler, Finch (mais marcantes e carismáticos)e  Oz e Kevin (nem tão inesquecíveis assim).  Mas não é somente o núcleo masculino que acerta. As mulheres também colocam a mão na massa ao “preparar a torta” e adocicam ainda mais o recheio. Michelle (Alyson Hannigan) ainda consegue fazer os mesmos trejeitos e cacoetes de antes e não perde aquele espírito de adolescente perdida. Acredito que uma das maiores surpresas foi a volta de Jennifer Coolidge ( a mãe de Stifler) que deixa o final da história ainda mais inusitado e por que não agradável?

         “American Pie” foi um dos pioneiros no gênero mais criticado e censurado pelo público: o besteirol apelativo. Mas fala sério, quem não gosta de ver ou escutar uma besteirinha de vez em quando, ainda mais com bom humor? Bem, este último ainda sabe utilizar a fórmula secreta, mas com uma dose menor. Depois do megassucesso do primeiro filme, vários outros besteiróis surgiram, porém não chegam nem aos pés das pilhérias de Adam Hertz.


         A história desta vez já busca um olhar mais maduro e reflexivo a respeito de uma das passagens que muitos de nós passamos: o fim do período escolar e, consequentemente, a perda de contato entre os amigos. Só que em muitos lugares, uma das soluções a este problema, é a realização de uma grande festa que reúne todos estes ex-alunos para que cada um descubra como que a vida do outro ficou (se atingiu às expectativas esperadas ou não). Sendo assim, todos os personagens se reencontram no fim de semana que acontecerá o tal evento, onde todas as novas aventuras são expostas na telona, arrancando diversas gargalhadas do público. O fato diferente nesta história, é que alguns personagens tentam se mostrar mais amadurecidos, uma vez que têm empregos, esposa, filhos, dentre outras responsabilidades adultas.

         Tecnicamente, também não deixa a desejar. Tomadas bem elaboradas, trilha sonora adequada, acho que a maioria dentro dos conformes. A direção de Jon Hurwitz não deixa que o grande número personagens se perca diante de tantas mudanças e reviravoltas.


Se fosse para definir “American Pie: O Reencontro” em apenas uma palavra seria nostalgia. Assim como o clima que paira entre a maioria dos personagens, o público que sempre acompanhou e deliciou as travessuras do grupo desde 1999, também sente aquela pontinha de saudade. A mensagem deixada pelo filme sela este sentimento: Que não importa as mudanças externas provocadas pelo tempo, aquele espírito de juventude dentro de nós nunca morre, assim como as amizades que construímos por toda esta caminhada!”.

segunda-feira, junho 04, 2012

Resenha Crítica - "Reecontrando a Felicidade"

Atenção a crítica abaixo contém spoilers, se você não assistiu ao filme, não leia!


Título: Reencontrando a Felicidade
Título Original: Rabbit Hole
Distribuidora/Produtora: Paris Filmes/Lionsgate
Duração do filme: 96 minutos
Gênero: Drama
Diretor: John Cameron Mitchell
Elenco: Nicole Kidman, Aaron Eckhart, Dianne Wiest, Sandra Oh, Jon Tenney, Giancarlo Esposito, Tammy Blanchard, Miles Teller, Mike Doyle.
Nota: 7,0

“Reencontrando a Felicidade” explora a consciência de seus personagens centrais buscando retratar como a perda de um ente querido pode desequilibrar e deteriorar o sentimento e a relação familiar daquelas pessoas que não conseguem aceitar ou lidar com isto. Sendo assim, o casal protagonista interpretado por Nicole Kidman e Aaron Eckhart, assumem diferentes posicionamentos e comportamentos ao perderem seu pequeno filho em um inesperável e triste acidente. A força da perda, portanto, se sobrepõe à vontade de seguir em frente.

O distanciamento entre Becca e Howie Corbett é facilmente perceptível à medida que o relacionamento se mostra vazio, frio e deprimente. O contraste de reações também é bastante interessante: a mulher querendo se livrar dos objetos do filho para tentar amenizar a dor, enquanto o marido desaprova totalmente estas atitudes dela. Sendo assim, o luto penetra na mente deles, distorcendo a razão e apagando toda a felicidade que antes tinham. O relacionamento com o restante da família também se dificulta. A mãe e a irmã de Becca tentam ajudá-la de qualquer forma, mas ela nunca colabora, dizendo que a não compreendem corretamente.
Logo nos trinta primeiros minutos do filme, o casal tenta frequentar um grupo de pessoas anônimas para tentar dividir suas experiências a respeito da morte. Mas Becca de imediato não demonstra interesse pela ideia e deixa o clima do local muito tenso ao zombar de um comentário religioso que um dos membros do grupo fizera.

Há duas passagens marcantes que gostaria de mencionar: a cena do supermercado, onde Becca age estupidamente e perde a razão com uma mãe que não queria comprar um doce ao seu filho; e claro, quando Howie faz totalmente o contrário da esposa, ao ser racional e não trai-la com uma das mulheres do grupo.

O filme não possui um enredo totalmente original, mas o que garante a estabilidade e o reconhecimento do mesmo é a forma de como o roteiro foi bem explorado e esquematizado, além de atuações impecáveis e memoráveis como a de Nicole Kidman, que soube “nadar de braçadas” e ainda levou uma indicação ao Oscar. Os detalhes dos diálogos, das cenas, da posição da câmara, além de outros recursos técnicos realçam ainda mais o temperamento das cenas, deixando-as inteligentes, fortes e sentimentais.

O desfecho é bem sutil e não acaba com aquele velho clichê barato: “fizeram as pazes, tiveram novamente um lindo filhinho, reencontraram finalmente a felicidade e FIM”. Não. O filme deixa margens de que com o tempo conseguiriam se estabilizar, reconstruindo os laços entre si e com o resto da família.

            Críticas e comentários realizados por Luis Guilherme.

quinta-feira, julho 21, 2011

Resenha Crítica "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2"

Título: Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2
Título Original: Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2
Distribuidora/Produtora: Warner Bros.
Duração do Filme: 130 minutos
Faixa Etária: 12 anos

Gênero: Ação/Magia/Fantasia
Diretor: David Yates
Atores Principais: Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint
Nota: 9,6


Como foi triste sentar pela última vez na poltrona do cinema para poder despedir da saga que me viu crescer e que mudou toda a minha vida, dando um sentido mágico, criativo e poderoso a ela. Lembrei da primeira vez que fui assistir “A Pedra Filosofal” e como aqueles três pequenos personagens centrais me encantaram e fascinaram, sem contar com todos os seres mágicos (o cão de três cabeças, o visgo do diabo, duendes, etc.), o quadribol, os ambientes da história como o castelo de Hogwarts, a Floresta Negra, o Banco de Gringotes e o Beco Diagonal. Posso dizer que foi “amor a primeira vista” e que logo depois passei a seguir fielmente a saga, lendo todos os livros e comparecendo a todas as estréias dos filmes.
Porém dez anos depois, chega o grande dia de finalizarmos esta franquia épica e muito bem criada e desenvolvida por J.K. Rowling. “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2” supera os seus antecessores e arrebenta com a primeira parte, dando muitas cenas tensas, de pura ação, emoção e magia.
Os dois primeiros filmes da saga foram muito bem produzidos com suas belíssimas direções de arte e trilha sonora, mas era empregada uma fotografia muito colorida e viva, ocultando o lado sombrio e escuro do ambiente da história para ser um pouco mais destinado ao público infantil. Só que a partir de “O Prisioneiro de Azkaban” com direção de Alfonso Cuáron toda a fotografia e o esquema de luzes ganharam um novo “foque” deixando mais parecido com a aventura vivida pelo protagonista, em um ambiente mais obscuro e amedrontador com a inserção dos arrepiantes dementadores e a prisão de Azkaban. Portanto, os outros filmes seguiram esta linha e atraíram ainda mais o público e os elogios da crítica.
“As Relíquias da Morte – Parte 2” é onde os atores principais mais se destacaram com suas ótimas interpretações. Daniel Radcliffe foi evoluindo a cada filme e agora chegou ao ápice do que poderia fazer. Emma Watson não conseguiu roubar tanta cena na parte dois como na primeira, mas sua atuação foi muito boa assim como a de Rupert Grint e Helena Bonham Carter.
Agora as minhas palmas vão para a merecida participação de Alan Rickman (Severo Snape) que soube desenvolver e levar perfeitamente o seu difícil personagem. É incrível como a sua fisionomia pode mudar tanto e deixar tudo mais claro e evidente. Nos primeiros filmes, sua atuação era fria e seca, comprometia-se a um mero professor que definitivamente não gostava de Harry Potter e de todos os seus amigos, descontando pontos de suas “casas”, sendo rígido e exigente e reclamando dos seus comportamentos. Mas como a escritora deixou para o último livro a revelação do verdadeiro Snape, o público passou a adorá-lo. O flashback realizado pelo filme não decepciona e explica muitos fatores que ficaram vagando pelo enredo. As reais intenções de Severo e a sua história de amor platônico com Lílian Potter (a mãe de Harry) são comoventes e prende a atenção de todos que o assistem.
Maggie Smith (Minerva McGonagall) e Matthew Lewis (Neville Longbottom) foram quem roubaram as cenas neste filme. A primeira arranca risos e emoções no início do filme, já o segundo no longa todo. Há várias cenas com estes personagens que todas as vezes que assisti, o cinema deu gostosas gargalhadas.
O filme se inicia exatamente onde terminou a primeira parte (Voldemort roubando a Varinha das Varinhas do túmulo de Dumbledore) e já se dirige para dois longos diálogos de Harry com o duende Grampo que faz uma difícil proposta para os personagens entrarem no Banco de Gringotes e depois com Olivaras, o vendedor de varinhas. Logo em seguida, já inicia uma caçada pelo restante das Horcruxes e estratégias para entrarem no castelo de Hogwarts, onde ocorre a tão esperada batalha final, a destruição das últimas partes de Voldemort e o descobrimento de várias revelações que emolduram o clímax cada vez mais, deixando-o preparado e poderoso para os últimos vinte minutos.
É claro que algumas cenas e detalhes ficaram diferentes ou alterados do que é apresentado e proposto no livro. Alguns são significantes, porém a maioria não fez falta e nem impediu o entendimento de quem não o leu, pois apenas alguns detalhezinhos são deixados para trás. Resumindo, o último filme é bem fiel à história original e o roteirista Steve Kloves caprichou.
A produção realizada para as salas de cinema em 3D é um pouco fraquinha, deixando muito a desejar. São poucas as cenas que você pode sentir e vibrar intensamente com a tecnologia desenvolvida em terceira dimensão. Apenas o título do filme, os dementadores e o céu e a neblina a beira do castelo que o uso do 3D é evidente. Porém algumas pessoas que conversei sobre o assunto disseram que não se decepcionaram. Não é a primeira vez que a Warner Bros realiza uma produção nesta tecnologia que não agradou a todos que assistiram, por exemplo, “Fúria de Titãs” foi até indicado ao Prêmio Framboesa de Ouro 2011 por pior uso de 3D do ano.
Quanto aos recursos técnicos do último filme da franquia posso dizer que são ótimos e muito bem criados, garantindo apostas para alguns quesitos da próxima cerimônia do Oscar. Fotografia impecável, trazendo uma dualidade de tonalidades: cinza esverdeada quando Voldemort penetra na cabeça das pessoas e sépia acinzentado durante a guerra, permitindo um ambiente frígido e adequado às situações. A direção de arte também não erra e faz com que você se sinta dentro da história. Os efeitos visuais e o som são excelentes e deixam tudo mais real, fugindo da artificialidade que estamos acostumados a ver por aí. Nunca em um filme de Harry Potter podemos notar efeitos especiais tão notáveis, criativos e bem feitos assim. Graças a estes recursos que a Batalha Final em Hogwarts ficou tão emocionante e arrepiante.
Utilizar a trilha sonora original criada em “Harry Potter e a Pedra Filosofal” foi maravilhoso e bem sucedido, pois abala quem sempre o acompanhou, fazendo relembrar de todas as proezas vividas pelo protagonista.
Na última cena do filme encaramos o famoso “anos depois” e nos divertimos com a maquiagem realizada nos personagens, pois fica literalmente criativa e gera um pouquinho de desaprovação já que utilizaram os mesmos atores e o público já estava acostumado com seus rostos de adolescentes.
Posso dizer que a história tem um final feliz e que deslancham algumas lágrimas dos espectadores, devido a todo este período de façanhas que Harry Potter nos proporcionou.
“As Relíquias da Morte – Parte 2” é um sublime filme e fecha com chave de ouro, empregando cenas fortes, instigantes e engraçadas. O clima de despedida é bastante triste, mas não impede você de se enternecer com o último capítulo de uma era totalmente mágica. Faço minhas palavras às de Rony Weasley que sempre marcaram e pairaram nos antecessores: “É BRILHANTE!”.
Críticas e comentários realizados por Luís Guilherme

segunda-feira, junho 20, 2011

Resenha Crítica - "Sem Limites"

Título: Sem Limites
Título Original: Limitless
Distribuidora/Produtora: Imagem Filmes/Relativity Media
Duração do Filme: 105 minutos
Gênero: Ação/Suspense
Diretor: Neil Burger
Atores Principais: Bradley Cooper, Robert De Niro e Abbie Cornish                      Nota: 7,9



“Sem Limites” é um dos melhores thrillers de ação do ano até agora. Tem um roteiro bem original e diferente de tudo que está sendo feito nas produções hollywoodianas. Surpreende e cativa o interesse e a atenção de quem o estiver assistindo, com sua trama totalmente inovadora, cenas de ações rápidas e tensas e criatividade para dar e vender. O desenvolvimento do enredo é muito bom e não deixa cair retalhos pelos cantos.
Acredito que a marca registrada para este filme é a sua divertida e interessante fotografia. O temperamento do filme e dos seus personagens muda de acordo com a tonalidade das cenas, deixando tudo mais escuro e melancólico ou então mais claro para ressaltar a inteligência e a força de quem está sobre o efeito da pílula que gira a história.
Eddie (Bradley Cooper) é um escritor que nunca conseguiu atingir um grande sucesso de vendas e reconhecimento em sua carreira e que agora está totalmente sem idéias para escrever um novo livro a uma editora que o contratou. Para piorar a situação, sua namorada Lindy (Abbie Cornish) decide terminar tudo, devido ao descompromisso de Eddie. Mas tudo melhora quando encontra o irmão de uma ex-namorada que lhe dá de presente uma pílula chamada NZT. Ao ter acesso a esta poderosa substância, Eddie consegue usar a capacidade total de seu cérebro. Sendo assim, com uma excelente memória e poderosa inteligência, começa a navegar pela internet, descobrindo preços e negociações em ações na bolsa de valores e guardando preciosas notícias de TVs a respeito de acordos financeiros entre multinacionais. Com esta dádiva, Eddie começa a comprar ações e se destaca pelo mercado internacional devido aos seus lucrativos e espertos negócios, despertando o interesse de grandes magnatas.
É neste ponto que a fotografia completa e explica os acontecimentos, pois com a falta da pílula o jogo de câmeras volta a ficar com um tom cinza azulada para acentuar a angústia e a melancolia do personagem central. Portanto, ele descobre que a mesma traz efeitos colaterais e pode até levar a morte se parar de utilizá-la.
Robert de Niro interpreta o misterioso magnata Carl Van Loon que pede ajuda a Eddie para resolver problemas em seus balanços e ajudas nos negócios financeiros. Como conseqüência, este perceberá que ele não passa de uma peça, numa engrenagem muito mais complexa.
Depois de várias, chantagens, ameaças, mortes, mentiras e fugas, Eddie descobre exatamente o que deve fazer. E isso, só é revelado no final do filme!
Bradley Cooper atuou muito bem neste filme e com certeza foi sua melhor experiência e interpretação. Acostumado com ambientes de comédia como “Se Beber Não Case”, “Sim Senhor!” e “Ele não está tão afim de você”, o ator conseguiu mostrar convincentemente que tem a capacidade de desenvolver personagens mais complexos, autênticos e diferentes. Além de protagonista, Bradley é o produtor executivo de “Sem Limites”, ou seja, mais um motivo para enaltecer a sua presença.
Quanto à Abbie Cornish devo dizer que foi bem coordenada e interessante. Já De Niro deixou um pouquinho a desejar porque seu personagem estava bem longe de outros que já autuou. Mas a classe e caráter do ator (sua marca registrada) não saíram de cena.
Os efeitos visuais e a direção de arte são aceitáveis e não descomprometem com o enredo do filme. Porém a trama apresenta pequenos deslizes, como as famosas “marmeladas” que todo filme de ação deve ter. Mesmo sendo uma pequena dose, nota-se facilmente.
Quem tem uma mente fraca deve tomar cuidado para não interpretar erroneamente a mensagem do filme. “É uma poderosa e futurista pílula que ativa totalmente as funções cerebrais” e não “uma droga alucinante comum” que muitas pessoas utilizam por aí. Portanto não confundam as coisas, tudo bem?
Um pequeno aviso: algumas cenas podem apresentar uma temática exagerada e inescrupulosa, mas tentem não se revoltarem, pois isso não pode estragar toda a criatividade vista anteriormente.
“Sem Limites” é um bom filme e merece ser visto pela sua originalidade. Confesso que não tinha interesse em vê-lo, porém agora posso dizer o contrário. Se você quer se descontrair, emocionar e divertir assista-o, pois talvez possa ser uma grande experiência. Depois que as luzes do cinema acenderem, pense duas vezes antes de aceitar um “remedinho” de alguém.
Comentários e críticas realizadas por Luis Guilherme

domingo, maio 22, 2011

Resenha Crítica - "Pânico"

Título: Pânico
Título Original: Scream
Distribuidora/Produtora: Dimension/Miramax
Duração do Filme: 111 minutos
Gênero: Terror/Suspense
Diretor: Wes Craven
Atores Principais: Neve Campbell, Courteney Cox e David Arquette
Nota: 8,4

Wes Craven atingiu o ápice de sua carreira dirigindo Pânico, mostrando todo o seu talento com o gênero terror e modulando todas as estruturas para redefini-lo. Sua união com Kevin Williansom promoveu um resultado magnífico, intenso, inovador e muito bem planejado. Uma vez que a criatividade do roteirista é extremamente poderosa e totalmente voltada para o gosto extravagante dos jovens, onde cria um gênero totalmente diferente, o terror teen cheio de humor negro. Kevin sempre seguiu sua proposta cinematográfica, nunca fugiu de sua determinação e sempre trouxe atrações de 
sucesso além da franquia Pânico, como: Eu sei o que vocês fizeram no verão passado (segue a mesma linha de serial-killer), a série Dawson’s Creek e Tentação Fatal que apesar de não ser tão famoso tem um ótimo roteiro e fascina a quem assiste. Portanto a dupla “diretor-roteirista” é a principal responsável pelo sucesso de Pânico, uma vez que a emoção e o suspense andam de mãos dadas.
Em 1996 no ano de seu lançamento, o filme não excedeu as expectativas do estúdio que o produziu, já que não alcançou uma alta bilheteria e repercussão. Só depois das divulgações e do re-lançamento que Pânico conseguiu ser reconhecido pelo mundo todo. Muitos conseguiram ver as verdadeiras intenções da produção do filme: mudar e inovar o gênero do terror, trazendo um roteiro bem elaborado, impactante e moderno. A receita do primeiro filme rendeu exatamente $173.046,663 no mundo todo e para satisfação de todos trouxe mais três filmes, sendo o segundo em 1997, o terceiro em 2000 e o quarto em 2011. Além de suas continuações, influenciou a história de vários filmes de terror lançados posteriormente, como Lenda Urbana, Eu sei o que vocês fizeram no verão passado e tantos outros que vemos nos dias de hoje.
Quanto à estrutura de Pânico pode-se dizer que é bem trabalhada e explorada. O cenário se adéqua ao ambiente das cenas, acentuando as técnicas do terror: medo e tensão. É claro que faltam algumas coisas, mas são quase imperceptíveis.
O elenco é muito bom e merece congratulações por suas atuações inesquecíveis. O trio protagonista, Sidney, Dewey e Gale já ficaram para a história assim como a incrível participação de Drew Barrymore que dá início a toda a saga. Digamos que a cena de abertura serve de “PILOTO” para todas as outras cenas de assassinato e perseguição de Pânico.
Casey Becker (Drew Barrymore) está sozinha em casa se preparando para ver um filme de terror quando é surpreendida por uma ligação cheia de perguntas e ameaças. Logo descobre seu namorado na varanda de sua casa e começa a responder um “jogo de perguntas” para salvar sua vida. Porém o assassino ataca e a mata do modo mais brutal possível. Depois de várias tentativas de fuga, a pobre Casey é estripada e dependurada em uma árvore na frente de sua casa. Neste início, Wes Craven foi cruel e mostrou que estava disposto em marcar presença, surpreendendo o público de todas as maneiras.
Sidney Prescott (Neve Campbell) é o alvo principal do assassino e é a personagem mais autêntica, inteligente, corajosa e determinada do filme e talvez até de todos os filmes do gênero. Mora apenas com o pai porque sua mãe, Maureen Prescott, foi brutalmente assassinada na cidade de Woodsboro, onde se passa toda a trama. É uma garota jovem e estuda na escola local com o seu namorado e todos os amigos. Tatum (Rose McGowan) é sua melhor amiga e, além disso, irmã do policial Dewey (David Arquette). Os outros personagens secundários são Randy(Jamie Kennedy), um jovem cinéfilo fanático por filmes de terror, Stu Macher(Matthew Lillard), namorado de Tatum e Billy Loomis (Skeet Ulrich), namorado da protagonista central e extremamente sombrio e misterioso.
O “primeiro encontro” do assassino com Sideny foi muito bem elaborado e é recheado de perseguições, tensão, suspense e ação. No cair da noite, a personagem recebe a chamada e é atacada em sua própria casa sem nenhuma chance de defesa. O que vale ressaltar é que o roteirista utilizou uma alegoria muito irônica e controversa, uma vez que a personagem diz ao telefone que não gostava de assistir filmes de terror porque sempre a garota que está sendo perseguida prefere usar as escadas ao invés de escapar pela porta principal, e por sinal, é o que ela resolve fazer durante a sua fuga.
Gale Weathers (Courteney Cox) é uma repórter que adora polêmica e faz de tudo para conseguir o que quer, utilizando toda a sua garra e determinação. Neste primeiro filme, ela é mais retratada com uma heroína mesquinha disposta a descobrir quem é o assassino e provar a inocência de Cotton Wearry, cujo personagem é acusado por Sidney de matar sua mãe. Deste modo, há uma séria rivalidade e oposição de idéias entre as duas. O fruto disso tudo foi um belo soco na cara que Sidney, já revoltada, dá no rosto da repórter ao sair de sua interrogação.
Dewey (David Arquette) fecha o círculo do trio protagonista e garante a atenção de quem o vê, devido ao fato de ser um pouco atrapalhado e nada dinâmico. Mas o que realmente preenche sua atuação é o fato de ter uma paixonite por Gale. Para os fãs da saga, este personagem fica um pouco excluído e distante de suas preferências.
As mortes que decorrem durante o desenrolar da história prendem a atenção e são muito bem desenvolvidas, dando margens para o clímax final. Além disso, o filme busca dar pistas falsas de quem seja o assassino e pode-se notar isso facilmente. Para aqueles que já viram o filme sabe exatamente do que estou falando, não é mesmo?
O ato final fica reservado para uma festa na casa de Stu Marker, onde ocorrem várias mortes, a revelação do(s) assassino(s), suas justificativas e apresentação das Regras de Sobrevivência em um filme de terror narradas pelo personagem Randy:
Regra 1: Você não vai sobreviver se fizer sexo.
Regra 2: Você não vai sobreviver se beber ou usar drogas.
Regra 3: Você não vai sobreviver se falar “Volto já”.
Regra 4: Todo mundo é suspeito.
Regra 5: Você não vai sobreviver se perguntar “Quem está aí?”
Regra 6: Você não vai sobreviver se sair para investigar um barulho estranho.
Pânico é divertido, assustador e surpreendente, arrancando vários elogios e sustos de quem o assiste. Vale a pena assistir e comprovar que a resposta para a pergunta do Ghostface “What’s your favorite scary movie?” é o próprio filme que você está vendo.

Comentários e críticas realizadas por Luis Guilherme

domingo, maio 08, 2011

Resenha Crítica - "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1"

Título: Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1
Título Original: Harry Potter and the Deathly Hallows - Part 1
Distribuidora/Produtora: Warner Bros.
Duração do Filme: 146 minutos
Gênero: Ação/Magia/Fantasia
Diretor: David Yates
Atores Principais: Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint
Nota: 9,4

Harry Potter e as Relíquias da morte – parte 1 com certeza agradou grande parte dos fãs por ser intensamente emocionante tenso e brilhante. O filme está muito mais maduro e eletrizante, levando em conta as cenas rápidas de ação e perseguição, a atuação dos atores (principalmente de Emma Watson), a obscuridade, o suspense e principalmente o maior uso da magia, pois podemos notar facilmente que aquilo que os personagens não realizavam dentro castelo foi “reservado” para o final da saga e com muita categoria.

Os produtores deste filme souberam esbanjar extremante bem os efeitos visuais deixando as cenas bem reais. As lutas com feitiços foram extremante vibrantes, deixando qualquer um arrepiado, sem contar com o raciocínio rápido da personagem Hermione. Emma Watson esteve demais e encarnou sua bruxinha de um modo inesquecível, roubando todas as cenas e os olhares dos espectadores com sua inteligência e forte personalidade. Para muitos este filme não foi de Harry Potter, mas sim de Hermione Granger.

Os outros atores também atuaram muito bem, souberam levar o jeito de seus respectivos personagens e prenderam a atenção de todos que os assistiram. Daniel Radcliffe, por exemplo, mereceu novamente meus sinceros parabéns por ser o bruxo mais famoso do mundo, porém ficou um pouquinho para trás devido ao jeito de seu personagem nesta primeira parte, mas na segunda, Harry Potter promete ficar para a história.

A direção de arte e a fotografia estavam impecáveis, por isso levaram merecidamente duas indicações ao Oscar que infelizmente perderam para a produção da Disney “Alice no País das Maravilhas”. Apesar de os efeitos artísticos de Harry Potter estarem perfeitos, já tinha uma previsão de que não ganhariam o Oscar, pois estavam concorrendo com grandes gigantes, como por exemplo “A Origem”, “O Discurso do Rei”, “Bravura Indômita” e a que acabou ganhando. O capricho da produção fazia com que você se sentisse dentro do filme, principalmente com as cenas nas florestas, pois parecia muito real e nem por um segundo transmitia uma ideia de que o cenário era artificial e planejado. Mas não é a primeira vez que a saga é indicada ao Oscar nestas categorias e não leva nada. As anteriores que já tiveram o prodígio derrotado foram "A Pedra Filosofal" , "O Prisioneiro de Azkaban", "O Calice de Fogo" e "O Enigma do Príncipe".

A história de “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1” gira em torno da fuga dos personagens centrais, a procura de novas Horcruxes e o descobrimento da teoria das Relíquias Morte. Começa com o Ministro da Magia dizendo que os tempos mudaram e que tudo pode estar ameaçado pelo poder de Voldemort, o bruxo mais perigoso do mundo da magia que todos nós já estamos cansados de saber. Logo em seguida mostra uma reunião dos comensais da morte na mansão dos Malfoy onde há todo o planejamento para tomar o poder do ministério e matar Harry Potter. Mas este já está preparado e tem a companhia de todos os membros da Ordem da Fênix, acarretando para a sua proteção com planos rápidos e “eficazes”, porém com algumas mortes. O episódio de “Os Sete Potters” dá a introdução do que está por vir para o restante da trama, ou seja, muito mais ação e calafrios. Depois do casamento de Gui e Fleur começa a fuga e a caça às Horcruxes e é a partir deste ponto que todos ficam impressionados com a nova maturidade da saga. A cena do ataque de dois Comensais da Morte na lanchonete comprova o que acabei de dizer, sem contar com a invasão no Ministério para roubar o medalhão de Dolores Umbridge e a correria na floresta com os sequestradores.

Já as cenas de suspense e sustos ficaram marcadas principalmente na casa de Batilda Bagshot , onde a cobra Naguini ataca Harry e Hermione, mas como sempre esta mostra sua eficiência e garante a sobrevivência.

Outro fator importante é que até que enfim o filme mostrou uma briga mais séria e leal ao livro entre os amigos protagonistas (Harry e Rony), pois em o “Cálice de Fogo” ficou uma coisa bem “light” e muito diferente do que o escrito, já que neste a discussão pegou fogo.

Helena Boham Carter também se destacou no final do filme com sua personagem sinistra Belatriz Lestrange, pois ela realmente passa a imagem de bruxa que escutamos nas histórias mais tradicionais, com seu lado irônico, obscuro, gótico, perverso e assassino. Também podemos matar a saudade com a volta de Dobby e infelizmente se emocionar no final.

Pela primeira vez em todos os filmes foi realizada uma animação e bem feita por sinal. Ela explica facilmente o “Conto dos Três Irmãos” com a narração de Hermione, provocando o entendimento do título da história e do símbolo que os personagens encontraram repetidas vezes.

Quando Voldemort abriu o caixão de Dumbledore, pegou a varinha, lançou um feitiço pelos ares e as luzes do cinema se apagaram confesso que muitas pessoas exclamaram um “Ahh...” de tristeza por ter acabado e ansiosos para assistirem ao próximo. Esta técnica do diretor David Yates foi muito inteligente e instigante.

Dividir o último livro em duas partes para as telonas foi um das melhores características para ganhar a confiança dos fãs, uma vez que preza maiores detalhes e dispensa excessivos cortes. A saga Crepúsculo também decidiu aderir a esta ideia com o filme “Amanhecer” e não foi bem vista por várias pessoas por acreditarem que está copiando, mas tudo bem.

“Harry Potter e a Câmara Secreta” ainda continua sendo meu predileto, pois há muito suspense, mistério e é bem leal ao livro, além de apresentar novas personagens, a adolescência de Voldemort e a história de Hogwarts.

Já saiu o trailer da parte dois e pelas cenas posso dizer que tem tudo para ser o melhor, quebrando as bilheterias e arrancando elogios de todos que forem assistir.

“As Relíquias da Morte – Parte 1” não decepciona como seu antecessor e agrada a qualquer pessoa que busca se emocionar e divertir por deliciosas duas horas.


Comentários e críticas realizadas por Luis Guilherme